A comunicação colaborativa

Vivemos um tempo muito diferente. Como profissionais, somos testados a todo instante. Precisamos estar por dentro das tendências, saber um pouco de tudo, acompanhar todas as notícias, mas, ao mesmo tempo, nos aprofundarmos em assuntos de mais interesse. Todas as áreas passaram e estão passando por transformações, as quais provocam rupturas, exclusões, inclusões, oportunidades. O tempo (ou a falta dele) nos exige tanto, que passamos por estas mudanças sem, às vezes, refletir um pouco.

A Sô Comunicação realiza assessoria de imprensa terceirizada. Assim, confecciona reportagens, faz comunicação nas redes sociais, cria textos, acompanha spots nas rádios, envia releases, propõe ações junto do assessorado, cuida do relacionamento com o público interno e planeja a comunicação de uma forma geral. O que mais chama a atenção é a colaboração que recebe do público, sabe por quê? Por que estamos em uma cultura participativa. Há tempos, os indivíduos são produtores de conteúdos, interagindo de forma instantânea e criando muitos produtos comunicacionais.

No Instagram, as pessoas marcam as empresas a todo momento. Postam stories de acontecimentos a todo instante. No Facebook, ao comparecerem a um evento, por exemplo, temos centenas de postagens de fotos com as famosas hashtags centralizando o assunto. Então, a criação de conteúdo continua sendo feita pelo assessor de imprensa, mas, não somente por ele. Todos produzem. Usam e abusam da criatividade. Acabam dando depoimentos sobre determinado fato. Publicam fotos lindas que enriquecem muito a proposta da cobertura jornalística. Por aí vai.

Como jornalista, percebo que a grande riqueza é a singularidade de cada um. Na cobertura do vestibular da URI, neste domingo (24), por exemplo, teve quem fotografou um cachorro no câmpus, teve quem fotografou flores, teve quem tirou uma foto geral do concurso, teve quem fez selfie, pelo orgulho em estar trabalhando em um momento tão importante. O bacana? Incorporar isso como conteúdo nas redes sociais, o que dá peso e força à cobertura da assessoria de imprensa.

Como disse, os tempos são outros. A colaboração faz parte da nossa vida. Na comunicação é um elemento presente, importante e necessário. Os jornalistas já se acostumaram com isso e incorporaram esta nova forma de "fazer diário".

Precisamos seguir o fluxo, aproveitar-se da onda colaborativa, criar oportunidades a partir da colaboração e o principal, estreitar laços com as pessoas. Este é o verdadeiro papel da comunicação. Essa é a mais nobre missão de um jornalista.




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