Dia das mães em pauta

Uma das discussões mais acaloradas dos últimos tempos é a relação saúde x economia. Na verdade, precisamos parar de pensar que uma coisa exclui a outra. Se defende a causa animal, é porque não ama seres humanos. Se defende Direitos Humanos, é porque não fica preocupado com a violência. Se fala em isolamento social é por que quer que o “comércio quebre”. Na verdade, deveríamos ter evoluído o suficiente para perceber que todas as áreas constituem a nossa existência e que este embate nem deveria existir.

Pois bem, falando nisso, vamos tratar do comércio no Dia das Mães, a data de maior venda no Brasil, atrás apenas do Natal. Em cidades menores como Santiago, percebe-se que a reinvenção está acontecendo, com a grande ajuda das redes sociais. A dificuldade e a necessidade ensinam e dão a coragem necessária para criar, produzir, vender. Estamos vendo uma intensa produção de doces caseiros, comida artesanal, lanches. Ideias de presentes, com entrega em casa, também enchem os olhos: artesanato, chinelo, cosméticos, etc. Não estou na casa dessas pessoas, não sei de suas necessidades, não imagino como estão as vendas, mas vejo um movimento forte em busca de um lugar ao Sol neste momento tão difícil pelo qual passa a humanidade.

Na comunicação, como assessora de imprensa, percebo que o Dia das Mães é uma data que precisa de delicadeza, amor e muita empatia. Atendo farmácias de Santiago e de São Francisco de Assis. Estamos repassando aos seguidores, via redes sociais, dicas de presentes bonitos, úteis e bons de preço. Sabe por que insisto na questão de preço? Por que como trabalhadora, sei que o investimento importa. Não queremos deixar datas passarem em branco, mas queremos algo legal, significativo e adequado para o orçamento. Quem ganha? Quem recebe a lembrança, o comerciante e a pessoa que teve a linda intenção. Com a divulgação dos produtos do nosso comércio e dos trabalhadores autônomos que neste momento de crise (re) descobrem muitas coisas, fomentamos a economia local.

Nosso sistema é capitalista, o lucro é o objetivo geral e não é dividido de forma igualitária, mas, jamais devemos ser levados por esta onda avassaladora do “quem pode mais”. Todos podem. Todos têm direito. Ao visualizarem uma propaganda, as pessoas precisam ver “possibilidades” nela. A comunicação existe para isso.

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