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Adoecimento social

Potencializaram a comunicação! Sim, as redes sociais digitais mudaram a forma com que nos relacionamos com nossos clientes, nossos públicos. Gratuitas, são uma ferramenta fundamental para branding (reconhecimento da marca), vendas e relacionamento. Além disso, deram voz e vez a muitas pessoas. Ou seja, qualquer cidadão pode posicionar-se, cobrar algo, denunciar alguma coisa. Podemos fazer parte de grupos, podemos rever amigos e familiares, podemos acompanhar a vida alheia, podemos publicar o que ocorre conosco.


No início desta super exposição, tudo parecia ser positivo. ‘Precisamos estar nas redes’. ‘Precisamos nos divulgar!’ ‘Precisamos fazer vídeos!’ ‘Preciso viajar e mostrar meus passos’. ‘Preciso seguir tal influencer’. ‘Preciso ter seguidores’. ‘Como ganhar seguidores?’ ‘Dicas para seu Instagram crescer’. ‘Quero viralizar’.


Pessoas estão afastando-se desta loucura? Sim. As redes trouxeram benefícios, mas perigos, pois as políticas ainda são falhas quando o assunto é a Internet, mesmo que já se tenha avançado. É a tal coisa: elas cresceram em ritmo avassalador e a regulação não acompanhou o processo no mesmo ritmo. As pessoas também se inseriram neste meio sem o letramento necessário para tanta informação... muita gente falando muito e observando pouco, além de termos uma arena propícia para Fake News, sensacionalismo, julgamentos, ignorância.


Então, afora as coisas boas, o que as redes sociais digitais trouxeram?

  • A comparação! E, quem se compara sofre. O sucesso não deve ser medido com a mesma régua. As caminhadas são diferentes, cada pessoa vive uma realidade.

  • Sensacionalismo: blogs e sites sensacionalistas não apuram a informação por completo e já publicam notícias para ganharem engajamento. Ferem a dignidade de pessoas, cometem erros, expõe problemas de forma grotesca. Coisas que o Jornalismo profissional não faz, pois segue o Código de Ética, trabalha com bom senso e respeito aos cidadãos.

  • Vidas irreais: muita gente cria na rede social uma vida que não tem. São histórias e acontecimentos fictícios, com narrativas e fotos que engajam, mas mentem.

  • Golpes: apesar da informação de que eles existem, muita gente ainda cai e, a cada dia, surge um novo golpe. As empresas/instituições apressaram-se em avisar os cidadãos sobre os mesmos, mas há sempre quem acredite em dinheiro fácil, em promoção boa demais.

  • Crimes: especialmente os contra crianças e adolescentes são os que mais chocam.

  • Rebanho: o pensamento crítico foi deixado de lado, porque as redes passaram a fomentar, mesmo que nas entrelinhas, um pensamento dominante, ideias iguais, tendências, adoecendo quem quer trabalhar de outra forma, pensar de outro jeito.

  • Perda de contato com a realidade: já ouviu falar dos filhos do quarto? Nossos adolescentes pouco conhecem do mundo aqui fora, com seus desafios e possibilidades, mas passam grande parte do tempo diante de uma tela que apresenta uma vida fácil e prática. Afinal, tudo o que eu quero está ao alcance de um clique. Afora os jovens, muitas pessoas de outras idades também ficaram reclusas, passando mais tempo no mundo online do que em contato com os seres humanos.

O que fazer?

A vida é de cada um, mas, existem comportamentos plausíveis neste cenário.


  • Filtro: a palavra da vez! Minha terapeuta certa vez dizia, ‘Sô, ele é fundamental nos dias de hoje’. Não leve tudo tão a sério; creia na sua verdade e não desvie sua conduta; não acredite em tudo que lê/vê.

  • Equilíbrio/limites: procure dosar a sua participação nas redes. Não permaneça o dia todo conectado; tenha horário pra almoçar, jantar com sua família; não as use antes de dormir; faça do equilíbrio a peça-chave da sua relação com o digital.

  • Tenha personalidade: não enalteça coisas só por que todo mundo curte. Não seja massa de manobra para discursos vazios e demagogos de políticos e outras ‘personalidades’. Curta páginas que agreguem. Faça leituras interessantes. Seu pilar é a sua verdade, sabendo o que quer curtir, o que quer compartilhar, o que quer seguir, com quem você quer aprender e com quem quer se relacionar.

  • Aproveite-as profissionalmente: estar nas redes sociais é ter contatos interessantes, ser visto, posicionar-se, construir sua marca/imagem. Inspire-se em cases de sucesso e inspire outras pessoas também!

Utilize as redes a seu favor!


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